domingo, 13 de dezembro de 2009

Porque abandonar sonhos?


Como a maioria dos meus amigos sabem, perdi meu pai aos 2 anos num acidente de carro.

E dele em minha memória não restam lembranças.

As únicas marcas reais são as histórias que pessoas que viveram com ele me passam, as fotos que minha mãe sempre fez questão de mostrar, pra tentar passar a mim que, mesmo durante míseros dois anos, ele foi um excelente pai.

No entanto existem duas marcas que sempre farão parte de mim. Uma delas é que, o meu jeito delicado e carinhoso de ser, teimoso, perfeccionista... Retirando algumas interferências maternas, como o gênio e a vontade de expressar minha opinião, a maioria das minhas características vieram dele.

A segunda marca foi a inspiração e a vontade de ser médica.

Desde os meus 4 anos esse é o meu sonho.

Enquanto a maioria das meninas queria ser professora, bailarina, eu queria ser médica.



Acho que não somente para orgulhar meu pai e a minha mãe, mas também para tentar salvar vidas como gostaria que tivessem feito com a do meu pai.



Meu sonho é ser neurocirurgiã porque foi exatamente essa parte do corpo que foi afetada e que matou o meu pai: uma pancada na quina da porta.



Hoje, tenho meu padrasto, que não poderia ser um pai melhor, mas ainda gostaria de ao menos um momento poder lembrar do meu pai mesmo, da pessoa que eu conheço por histórias e por fotos.



E por isso não vou desistir da medicina.

Porque ser médico é mais do que salvar vidas, é protegê-las e não permitir que elas se acabem antes de tudo o que poderia ser feito e mais um pouco ter sido testado.



Alguns acreditam que a dificuldade de ser médico só está em passar na faculdade e em se formar.

Mas mesmo sem experiência, percebo que ser médico é abdicar de se dedicar integralmente a sua família e a sua vida para poder se dedicar à do próximo.



A medicina sempre foi uma questão de sentimento.

Bom médico é aquele que vê nos seus pacientes um parente, uma pessoa próxima e que diante das enfermidades possíveis se coloca a disposição para tentar aquilo que está ao seu alcance e muito mais.



Ser médico é poder ver a felicidade de um filho ao ver o pai ou a mãe vivos, depois de um acidente. É ver uma criança nascer e saber que aquela pode vir a ser uma brilhante pessoa.

É ver nos olhos de uma mãe preocupada o amor pela criança internada.

É ver o milagre da vida a cada batida do coração de uma pessoa.

É perceber que somos uma máquina tão perfeita e, as poucas que vem com defeito continuam tão perfeitas.

É encontrar em cada lágrima de alegria, um motivo para ser feliz e naquelas derramadas por causa de uma das peripécias da vida motivo para procurar ser um médico melhor e um dia, ver a mesma situação, só que desta vez serão lágrimas de gratidão pelo esforço e pela ajuda.

Ser médico e ver em cada defeito uma perfeição.

É saber que ao mesmo tempo que o corpo cria mecanismos para se defender de um vírus, de uma bactéria e até mesmo de uma criança ( procure eristoblastose fetal.. ;D), ele dá origem ao câncer, ele acaba dando ele cria uma defesa natural para impedir a morte do bebê.

É encontrar em cada pessoa um motivo para mante-la viva.



É ver nos olhos de uma criança a vida que se desenrola.

É ver nos olhos de um idoso a experiência e como ela pesou.

É acreditar em milagres nos momentos mais difícies.

É ver como a vida é uma dádiva que ganhamos de Deus e que devemos valorizá-la.



Por isso e por muito mais que o meu sonho é ser médica.

É um dia poder poupar uma criança dessa saudade sem lembrança. Desse amor sem nenhum sustentáculo em que possa se apoiar.



Bem, essa foi uma homenagem sincera e do fundo do meu coração pra uma pessoa que eu amo sem conhecer, sem lembrar.

Uma pessoa que norteia os meus pensamentos como um exemplo e a quem eu quero ser motivo de orgulho.



Pai, de onde o senhor estiver, obrigado por tudo, mas principalmente obrigado por ser a pessoa que me inspirou a querer ser a melhor médica que eu posso ser.
;)  Beiijos

sábado, 17 de outubro de 2009

Porque, nós, do sexo feminino, sentimos tanta necessidade de nos iludirmos com tudo?




E isso é desde crianças, quando aos 8 anos, nossos pais nos fazem assistir os desenhos da Disney.


Aqueles contos de fadas nos fizeram montar um esteriótipo de homem perfeito:


1 - Ele tem que ser lindo


2 - Tem que te tratar super-bem


3 - Ser sincero


4 - Saber elogiar


5 - Mas principalmente ser romântico.






Você passa anos, vendo que os meninos a sua volta são apenas meninos. Acaba resguardando suas teorias recém-formadas do que seria um homem perfeito.


Quando, aos 15, você começa a paquerar aquele menino da sua sala, do seu curso, da sua rua ou de qualquer lugar que é muito romântico mas que de bonito não tem nem o nome, você não liga. Você pensa assim: "Ahh, o que importa é a beleza interior."






Com certeza essa importaria se ele nos três primeiros meses de namoro não tivesse mudado da água para o vinho.


Ele deixou de ser o romântico. Mas você pensa bem e chega a conclusão que "Ahh, ele tava muito meloso mesmo.".


Menos uma qualidade, e o seu príncipe aos poucos vira um sapo.






Ele que tanto te elogiava, hoje parece que nem percebe que você mudou de roupa, penteou o cabelo de jeito diferente, usou outra maquiagem.




E agora quais as qualidades que restam?


Bem, do esteriótipo não sobrou nem o pó.






E nesse momento a decepção toma conta. Você pensa que os homens são todos péssimos e não enxerga que o problema todo está em nós.


Acreditamos tanto naquilo que assistimos durante nossa infância que procuramos um homem assim.


Mas ninguém é perfeito.


Nenhum homem é o Alladin, a Fera...



A maioria deles está para o Shrek e nós somos as Fionas.






Deprimente, não?


Só o é porque assistimos tanto aqueles contos de fadas que acreditamos que seríamos a mocinha indefesa que seria resgatada pelo herói.






Deveríamos mesmo era processar a fada-madrinha.


Ela nos fez sermos guiadas para um mundo onde uma abóbora se transforma numa bela carruagem, mas o encanto acabou à meia-noite.


Perdemos nosso sapatinho de cristal.


Na nossa história não chega aquele príncipe encantado que irá resgatar-nos de dentro da torre do castelo, com seu cavalo branco e seus dentes perfeitos, e levar-nos para viver "felizes para sempre"


Nós não somos a Cinderela, que trabalha pela madrasta má.


Nem muito menos a Bela, que encontrou a Fera perfeita.


Com a Aurora então, nunca pareceremos, afinal quem é tão meiga e passiva?


Uma boa personagem é a Rapunzel, mas ainda não conheço ninguém que tenha quase 50 metros de cabelo e o melhor : SEM PONTAS DUPLAS.






Estamos mais pra Chapeuzinhos Vermelhos, à espera de um príncipe mas é o Lobo mau que está a nossa espera.






Então, façamos o seguinte: PROCESSEMOS A WALT DISNEY... ;) kkkk'










Beiijos'




Até maiis... ^^  

( Texto de minha autoria... ;D )

quinta-feira, 15 de outubro de 2009

Ahh, se eu pudesse voltar no tempo... :)


Eu prometi que iria postar sobre ele.
Bem, e é sobre ele.
Algumas pessoas que leram esses artigos pensam assim: ela ainda é muito apaixonada por ele, tadinha.
Estão muito enganados.
O que sinto por ele é pena.Enquanto ele vai decaindo e chegando ao fim do poço, eu já fui lá, mas me reergui.
Não escondi meu sofrimento e todos são provas disso.E isso me fez crescer e dar mais valor pra pessoa que eu sou.
Não que eu seja melhor que ninguém.
Mas sou diferente e aprendi a perceber isso.
Eu seria uma excelente princesinha de contos de fadas, à espera do seu príncipe encantado e ao mesmo tempo, poderia ser aquela mulher moderna, capaz de ser auto-sufiente e viver por si só.

Mas... Voltando ao assunto.
Bem, eu disse no último post :

"Hoje, ele não faz mais parte da minha vida, é um passado que eu preferi esquecer. Mas parece que ele continua a querer me lembrar.Estou me cansando das suas brincadeiras e das suas implicâncias e da sua rebeldia.
Mas acho que esse vai ser o assunto do próximo post..."
Sabe um menino de 7 anos apaixonado? Aquele menino que puxa o cabelo da menina só pra chamar a sua atenção? Acho que a única coisa que ele não fez até agora foi puxar o meu cabelo.Ele já arrumou problemas com as minhas amigas.Já falou mal da minha mãe.Já tentou sentar no meu lugar na sala.Já ficou fazendo comentários sobre mim.Já mentiu sobre as condições do fim do nosso namoro.
Mas a última dele (alguns dirão que não deve ter sido ele, mas eu tenho quase certeza... ) e a que mais me irritou, mesmo eu não querendo demonstrar isso pra ninguém, foi falar mal de mim pra um menino que nem sequer me conhecia direito.
O que ele quer? Me irritar? Se for, ele poderia ter parado no meio de tudo o que ele fez, pq naquela época eu tava irritada. Agora, eu estou muito mais do que isso.Estou decepcionada.
E pior do que raiva e tristeza é a decepção.
Prefereria um término sem esses problemas todos.Mas se a imaturidade tomou conta, como discutir isso?Só me resta aceitar e seguir o meu caminho, ser feliz e torcer para a felicidade dele.
Afinal, todos merecemos ser feliz, né??
Todos merecemos ter um amor, mas não antes de amarmos a nós mesmos, né Vivian?? *-*
Beiijos

sexta-feira, 2 de outubro de 2009

E a vida dá voltas...


Como as coisas acontecem rápido...

É... Quem conhece a minha história pensa até que que é uma novela mexicana, mas aquelas que antes do final dá uma reviravolta e aquela mocinho, que antes era apaixonado pela mocinha, a trái e vira o vilão da história, que faz de tudo pra acabar com a indefesa.
Essa seria uma breve descrição do que
aconteceu comigo.
Hoje é fácil pensar nisso e rir, mas o tanto que isso me doeu não está no gibi.
Logo eu, uma menina baseada quase que inteiramente no romantismo dos contos de fadas que sempre tem um final feliz, me vi perdendo o chão e saindo de um sonho, que de uma hora pra outra virou pesadelo. Resumidamente, a minha história foi assim:
Um namoro que comeceu do nada, sem motivos, com 2 semanas de amizade. Durou quase dois anos, entre altos e baixos, entre brigas e promessas de amor eterno. A gente já planejava casar, viver juntos pelo resto de nossa vida e, quando mais velhos, contar aos nossos netos como o nosso amor foi e ainda seria forte. Mas de repente, num relacionamento que parecia fincado e com raízes sólidas, vem uma ventania e arrasa tudo.
E tudo por teimosia.
O término foi tão inesperado quanto o início.
E de repente eu me vi sem o meu porto-seguro, sem o meu amigo e companheiro.
Sofri por isso.
Sofri por amor.
Eu o amava de um modo tão profundo e sincero que hoje me lamento do rumo das coisas.

Eu procurava nele um príncipe encantado, quando no fundo ele não passava de um sapo.

Pena que só fui perceber isso tarde demais.
Sofri muito quando terminou.
Sofri de chorar todos os dias, de ir a aula e não prestar atenção, de passar um recreio todo sendo amparada por amigos ( em especial uma amiga... ).
Chorava sozinha e até a noite ao rezar.
Eu só fazia era chorar.
E de repente, eu fiz uma promessa a mim e a Kel: NUNCA MAIS CHORARIA POR ELE.
Depois desse dia percebi: o menino que eu conheci tinha se deteriorado com o tempo e com as influências.
Ele tinha sido fraco e se deixado levar pela companhia.
Ele se tornou irreconhecível, não era mais o menino encantador por quem eu tinha me apaixonado.

Hoje, ele não faz mais parte da minha vida, é um passado que eu preferi esquecer. Mas parece que ele continua a querer me lembrar.
Estou me cansando das suas brincadeiras e das suas implicâncias e da sua rebeldia.

Mas acho que esse vai ser o assunto do próximo post... ;)

Beiijos e até a próxima... =D

domingo, 27 de setembro de 2009

E 2009 está acabando... :S


E o ano está acabando...


2009 passou tão rápido...











Como viver sem algumas pessoas e principalmente, sem o Centro Educacional Nilopolitano.
Parece estranho falar assim de uma escola, mas para quem conhece é muito difícil não imaginar como será, afinal foram quase dez anos vendo aquelas cores azul e branco, aquelas salas com detalhes cinza, sempre os mesmos bancos e cadeiras, sempre as mesmas pessoas.
Agora, de repente me vejo prestes a abandonar isso tudo, deixando pra trás nada mais nada menos do que o meu "segundo lar". Prestes a nunca mais ver os professores que durante anos me ensinaram coisas que nunca pensei em aprender e como ser uma pessoa melhor. Mais do que professores, eles viraram amigos e agora é tão difícil pensar em me separar disso tudo. :(
E os amigos? (Não que sejam muitos, diga-se de passagem) Mas os que o são, tornaram-se tão indispensáveis nas minhas manhãs, nas minhas tardes. Como pensar que não poderei mas reunir as meninas na Educação Física e começar a tirar fotos jogadas no chão ou a brincar enquanto o que deveríamos estar fazendo era jogando? Como pensar nos meus recreios sem tê-los implicando comigo, horas e mais horas de conversas sem nexo, de brincadeiras, de risadas.
No Nilopolitano, além de muito estudo, eu encontrei as melhores pessoas, os melhores amigos, as melhores conversas, os melhores professores. Talvez, se essa escola não tivesse sido responsável por muitas alegrias e também tristezas seria mais fácil despedir-me dela.
Ano que vem, as cores azul e branco serão meras lembranças de uma das fases mais felizes da minha vida e que sempre estará na minha memória. Uma adolescência cheia de altos e baixos (talvez até mais baixos que altos), mas com muitos momentos para se recordar.
Ao Nilopolitano, agradeço por ter sido palco desses momentos.
Aos professores, agradeço por terem sido meus guias nessa caminhada que comecei, uma trilha repleta de obstáculos que cada um me ajudou a superar. Se hoje sou o que sou, devo muito a vocês e aos seus ensinamentos.
Aos meus amigos, agradeço pelas risadas, pelas brincadeiras, pelo companheirismo e até mesmo pelas brigas. Agradeço por vocês terem feito parte da minha vida e espero, de coração, que continuem fazendo.
À minha família, agradeço por terem me ensinado a ser tudo o que sou, por me guiarem e por confiarem em mim e no meu potencial.
E a Deus, agradeço pelo conforto, pelo porto-seguro e pelos professores, pelos amigos e pela família maravilhosa que ele me ofertou.


Beiijos... ;)

sábado, 28 de março de 2009

Será possível um amor acabar??

E amor acaba sim. Amor desgasta e perde a graça. Aí você me diz: Então não era amor. E eu te respondo com convicção: Era amor sim. Foi amor. É amor. Um amor lindo, eu diria. Um dia fomos dois pombinhos apaixonados, que tomavam sorvete sem vontade, em pleno domingo de frio, pelo simples prazer de se lambuzar, sorrir e estar presente. Foi amor. Foi com ele que usei minha primeira aliança de compromisso, com ele que planejei ter filhos e um futuro lindo. O único homem que soube me completar, me respeitar e fazer eu me sentir especial. Só ele me fazia acordar de bom humor para ir ao colégio e sentir-me feliz. Por ele eu atravessava o mundo no frio, na chuva, de carro, de ônibus, só pra dizer oi. Por ele fui capaz de assistir os piores filmes, a mentir e até mesmo chorar. Foi amor sim.
Com ele eu tive momentos inéditos, até então, na minha vida. Despertei o lado ciumento que eu jamais cultivei. Eu, justo eu, que sempre considerei a amizade tudo de mais importante no mundo desejei que todos as amigas dele morressem, só pra ele poder ter mais tempo pra mim e menos para os amigos. Viver se tornou algo mais fácil, porque nós estávamos juntos. Por causa dele eu desejei me tornar alguém melhor. A teimosia e o mimo que sempre me acompanharam fiz questão de despachar, porque ele não gostava disso. Eu vivi seiscentos e trinta e sete dias por ele. Mas acabou. O amor não acabou. Bem que eu queria, mas não é assim, da noite pro dia. E eu não fui uma falsa nem mentirosa por isso.
Há quem duvide do amor que senti, mas eu amei, e sofri demais quando acabou também. Mas relacionamentos se desgastam, isso é fato. Pior é empurrar com a barriga, achando que amanhã o amor vai nascer de novo. Pior é querer ficar junto só porque a família dele te ama e porque você acha que jamais vai encontrar um homem que te ame mais que ele. Pior é ficar por pena e medo de se arrepender. Porque, cá pra nós, se você se questiona sobre o amor é porque não ama. Então, não tem porque ter medo de se arrepender. Vai doer. Você vai sentir saudade, como eu ainda sinto. E em certos momentos vai até pensar que fez a escolha errada. Mas vai passar, como tudo passa. Você vai descobrir que o amor pode acontecer mais vezes em uma vida. E quando encontrar a pessoa certa, vai ver que todos aqueles amores passados foram apenas pontes que serviram pra te encaminhar pro teu verdadeiro lugar. Ou se não encontrar ninguém, deixe o tempo se encarregar das mágoas, deixe a vida seguir sem medo de viver. Você está aqui nesse mundo pra ser FELIZ, pra fazer alguém FELIZ, mesmo que esse alguém seja você mesmo.





Esperoo que gostem desse primeiro textinho que expressa um pouco de tudo o que eu estou passando. ^^